Para saber mais
Livros e textos sobre webdocumentários estão disponíveis on-line
Como a maioria dos cursos sobre webdocs disponíveis acontece no exterior, os livros e textos on-line acabam sendo uma boa opção para os brasileiros que queiram estudar o assunto.
O guia da MediaStorm, The MediaStorm Field Guide, está disponível para download na iBookstore do Brasil, por US$ 9,99. O livro, apenas em sua versão em inglês, tem como referência os exemplos e workshops da MediaStorm e fornece explicações de conceitos essenciais para a criação de conteúdo multimídia. Além de abordar os aspectos básicos técnicos – como a captura de áudio, – o livro discute como outras partes importantes do processo – como encontrar bons personagens, por exemplo.
Outro livro acessível para brasileiros é o Webdocs – A survival guide for online filmmakers. Editado por Matthieu Lietaert, o livro se apoia em entrevistas com personagens importantes do cenário transmídia, como Alexander Knetig, da Arte, Caspar Sonnen, idealizador do IDFA DocLab, e Hugues Sweeney, produtor sênior dos projetos interativos da National Film Board (NFB), do Canadá. Os entrevistados dão dicas desde sobre como montar narrativas interativas até como montar sua empresa de webdoc.
O livro também conversa com produtores de projetos de renome, como Out My Window e Prison Valley. Ele está disponível em versão impressa (US$ 18.13, em preto e branco, e US$ 47.87, em cores) ou on-line (US$ 9,28), em inglês ou francês, no Lulu, site de publicações independentes.
Arnau Gifreu Castells, professor do curso de mestrado em documentário criativo de la Universitat Autònoma de Barcelona, possui site dedicado a documentários interativos. Nele, há uma série de textos escritos ou lincados pelo autor, em inglês ou espanhol, sobre aspectos variados a respeito de webdocs – desde análises de exemplos até discussões teóricas sobre interatividade.
Em português, é possível fazer o download, por este link, do artigo apresentado por Marcelo Bauer, da Cross Content, na conferência do festival de cinema de Avança (Portugal) em 2011, a respeito das novas possibilidades trazidas pelos webdocs, como interatividade e não-linearidade.
Outros textos que podem ajudar na pesquisa sobre webdocumentários são:
Documentary and New Digital Platforms – An Ecosystem in Transition (em inglês)
The Think Tank Report, do Power to the Pixel (em inglês)
Alexandre Brachet: “Un formidable enjeu de création et de créativité”, de Eric Karsenty, Carole Coen e Celine Pévrier (em francês)
França e Canadá têm cursos para formação em webdocs
Por sua característica multi e transmídia, os projetos de webdocumentários exigem formações multidisciplinares. Considerando esse aspecto, e o fato de o formato ter começado a ser explorado apenas recentemente, é possível estudar webdocumentário?
Na França e no Canadá, não coincidentemente os países com maior produção de webdocs, há alguns cursos promovidos por centros e institutos. A maioria deles se interessa pelas especificidades narrativas do formato, e dedicam suas aulas a identificá-las com exemplos de sucesso e estudar como aplicá-las.
Esse é o caso dos cursos do Centro de Formação e de Aperfeiçoamento de Jornalistas (CFPJ, em francês) e da Escola de Ofícios de Informação (EMI, em francês). Há também aqueles oferecidos em universidades e escolas de ensino superior, como o da Escola Nacional Superior Louis Lumière (ENS Louis Lumière).
Muitos abordam também conhecimentos mais específicos, mas úteis para a produção transmídia e ensinam a usar o Final Cut Pro ou o Photoshop, por exemplo. É o caso do Videodesign Formation. A linguagem web e plataformas como o 3WDOC também são bastante trabalhadas.
Os cursos variam de alguns dias até alguns meses. Os preços são salgados: o curso de 8 semanas da Cinédoc custa 9 mil euros.
Fora da França, a narrativa em vídeo para a web também é tema abordado por muitos cursos, porém é mais difícil encontrar algum que seja tão direcionado para o formato do webdocumentário.
A Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA) tem inscrições abertas para a Multimedia Storytelling Series. Voltados principalmente para jornalistas, seus cursos abordam separadamente assuntos que estariam relacionados aos webdocs, como a narrativa em vídeo digital, o uso das redes sociais e o uso de dados em gráficos.
O Mediastorm, em Nova York, também tem frequentemente workshops e treinamentos online sobre a produção de projetos multimídia para a web.
No Brasil, o Garapa realizou em maio um workshop sobre narrativas digitais. O festival É Tudo Verdade promoveu em 2010 um workshop sobre webdocs, com o diretor Jorge Bodansky, em 2011 uma mesa de debates com o tema Doc 2.0.
Com a falta de cursos no País, a solução mais barata e simples para o mercado brasileiro parece continuar sendo estudar separadamente cada disciplina e uni-las no formato webdocumentário.
Veja mais cursos franceses e canadenses aqui.
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Estudo aponta maior tolerância à publicidade em vídeos on-line
Uma pesquisa lançada em julho pela Free Wheel aponta para novas possíveis saídas para a monetização de vídeos na internet.
O estudo mostrou o crescimento da tolerância do público à publicidade nos vídeos divulgados na internet, em formato curto, médio ou longo. No entanto, aquele que apresentou os melhores resultados foi o de 20 ou mais minutos. Nos longos, a taxa de finalização dos anúncios foi de 91%, muito mais que os 80% dos médios e 69% dos curtos.
Segundo a pesquisa, não só a tolerância em relação à publicidade nesses vídeos é maior, como mais propagandas são vistas e completadas por vídeo. Enquanto no vídeo curto costuma haver apenas um anúncio, nos longos a média observada foi de oito.
Os vídeos mais longos possibilitam ainda a intercalação de anúncios durante ele, não apenas no início (pre-roll), como costuma ser feito nos mais curtos. Os pre-roll, inclusive, mostraram o menor crescimento de visualizações entre as possíveis posições dos anúncios.
Nos conteúdos mais longos, portanto, a divulgação de publicidade tem se assemelhado cada vez mais à televisão. De acordo com dados de audiência da Nielsen C3 nos Estados Unidos, os telespectadores que assistem aos conteúdos televisivos por meio de aparelhos DVR pularam 13,5% dos anúncios das quarto maiores redes americanas entre 2011 e 2012 – um número maior do que os 9% não visualizados na web, segundo o estudo.
Essas notícias podem são positivas para os produtores de webdocs, cujas alternativas de financiamento ainda são muito restritas. Os incentivos governamentais exercem grande papel nesse quesito – como nos casos dos filmes canadenses da National Film Board (NFB). O estudo mostra, no entanto, que há a oportunidade de lucro a partir da publicidade nos vídeos on-line, semelhantemente ao que acontece com outras mídias, como a televisão.
Rio de Janeiro – Autorretrato é um dos vencedores de concurso de documentários

Rio de Janeiro - Autorretrato
O documentário Rio de Janeiro – Autorretrato, produzido pela Cross Content, foi um dos ganhadores do 2º Concurso de Documentários da TV Câmara. Como resultado, o filme será exibido pela emissora em data a ser definida, a partir de outubro.
Rio de Janeiro – Autorretrato é um projeto transmídia que inclui um webdocumentário, no ar desde 2 agosto de 2011 em www.riodejaneiroautorretrato.com.br, e um filme. O filme foi finalizado em duas versões: curta-metragem de 15 minutos, que estreou em 6 de outubro no Museu da Imagem e do Som (MIS), de São Paulo, e uma nova versão, de média-metragem (26 minutos), que será exibida pela TV Câmara.
A obra retrata o trabalho de um grupo de fotógrafos do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Embora compartilhem o mesmo tema e os mesmos personagens, as abordagens são totalmente diferentes em cada mídia.
Terceira edição do Cross Video Days debate nova televisão
Acontece no Stade de France em Paris a terceira edição do Cross Video Days. O evento tem como objetivo reunir profissionais europeus para discutir questões relacionadas às formas transmídia de conteúdo. O Cross Video Days vai de 12 a 13 de junho.
O evento consiste em uma série de palestras e workshops sobre assuntos diversos que cercam o mercado transmídia. Este ano, haverá um grande número de discussões sobre televisão. Serão debatidas as novas possibilidades geradas pela televisão participativa, pela Smart TV e pela união da televisão com os celulares e tablets.
Além das palestras e workshops, o CVD é responsável pela organização do primeiro mercado europeu de projetos de cross e transmídia. Neste ano, foram selecionados 23 projetos, dentre 280 inscritos, que serão apresentados em sessões públicas (pitchings) para 500 profissionais do ramo. Eles também terão direito a encontros pessoais com os potenciais compradores.
Entre os participantes do evento estão Rosie Allimonos, responsável pelo conteúdo de multiplatformas da BBC Drama, Film & Acquisitions, Joël Ronez, responsável pelo polo web do canal Arte France, e Jonathan Bird, coordenador de projetos especiais da Fremantle Media, além de representantes da Orange e do YouTube.
É Tudo Verdade 2012 traz debate sobre Doc 2.0
O Festival É Tudo Verdade, edição 2012, promove nesta segunda-feira (26/3), às 19h30, o debate Doc 2.0 – Novas mídias, Novos Mercados. O encontro faz parte do ciclo Debates É Tudo Verdade/BNDES: Cinema e Desenvolvimento.
Participam como debatedores o videoartista Lucas Bambozzi, a mídiaartista e professora universitária Giselle Beiguelman e o jornalista Marcelo Bauer, diretor da Cross Content e criador do site Webdocumentario.com.br. A mediação será do jornalista Leonardo Cruz.
O debate acontece na Sala Cinemateca. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados na bilheteria com uma hora de antecedência.
Cross Content no RioContentMarket 2012
Criado como um espaço para a divulgação da produção audiovisual independente no Brasil, o RioContentMarket firma-se agora, também, como um polo difusor da cultura transmídia. Em sua segunda edição, que acontece de 28 de fevereiro a 2 de março no Rio de Janeiro, o evento abre espaço para projetos concebidos especialmente para abraçar diversas plataformas – tendência cada vez mais forte no universo audiovisual.
Entre mais de 100 produtoras latino-americanas inscritas, a Cross Content foi uma das 12 selecionadas para apresentar seu projeto multiplataforma no Lab Transmídia, parte da programação oficial do RioContentMarket. O Lab Transmídia tem o objetivo de gerar oportunidades de negócios para todos os projetos participantes, além de oferecer prêmios especiais distribuídos de acordo com a escolha dos experts e players envolvidos.
Na sua apresentação no evento, que acontece na quinta-feira (1/3), Marcelo Bauer exibirá um novo projeto transmídia da Cross Content (mais detalhes em breve). O projeto inclui uma série de programas para a TV associada a um webdocumentário.
A Cross Content é pioneira no Brasil na produção de webdocumentários. Tem três projetos já concluídos nesse segmento, sendo dois deles reconhecidos pelo Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos (clique aqui para saber mais). Também é criadora do site webdocumentario.com.br, que traz resenhas de webdocs estrangeiros e coloca em discussão os rumos da cultura transmídia no Brasil.
Webdoc Rio de Janeiro – Autorretrato vence o Prêmio Vladimir Herzog
O webdocumentário Rio de Janeiro – Autorretrato, dirigido por Marcelo Bauer, é o vencedor do 33º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, categoria internet. A lista de vencedores da premiação foi divulgada hoje (17) pelo Instituto Vladimir Herzog. A festa de entrega dos prêmios acontece no dia 24, às 19 horas, no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca), com entrada franca.
O webdocumentário é parte de um projeto multimídia que inclui também um filme curta metragem para cinema. Ambos retratam o trabalho de fotógrafos moradores do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.
O webdoc, contemplado com a Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para a Internet, entrou no ar em agosto. Já o curta metragem estreou em 6 de outubro, na mostra Curta MIS, do Museu da Imagem e do Som de São Paulo.
Este é o segundo ano que um webdocumentário de Bauer é reconhecido pelo mesmo prêmio. Em 2010, o webdocumentário Filhos do Tremor – Crianças e seus Direitos em um Haiti Devastado foi contemplado com a menção honrosa na categoria Internet.
33º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos
Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca)
Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo
Dia 24, às 19 horas. Entrada franca.
Curta metragem Rio de Janeiro – Autorretrato tem estreia no MIS
O curta metragem Rio de Janeiro – Autorretrato, de Marcelo Bauer, será lançado nesta quinta-feira, às 20h, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. A apresentação integra a mostra Curta MIS. Veja mais informações sobre o evento.
O curta faz parte de um projeto multimídia que inclui também o webdocumentário de mesmo nome, lançado em agosto. As duas peças retratam o trabalho de um grupo de fotógrafos do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.
Embora os dois projetos compartilhem o mesmo tema e os mesmos personagens, as abordagens são totalmente diferentes e não há nenhuma cena repetida entre os dois produtos.
Em termos de formato, o webdocumentário privilegia a não linearidade e e participação do internauta. Na abordagem, dá ênfase à diversidade de temas dos fotógrafos e ao uso político e social da fotografia.
Já o curta metragem é um retrato da rotina dos três fotógrafos e de seu contato com os personagens retratados.
Rio de Janeiro – Autorretrato
Curta metragem de 15min10.
Direção e produção: Marcelo Bauer.
Direção de fotografia: Sérgio Moraes.
Edição: Lucian Rosa.
Som direto: Paulo Rogério Galdino Paes e Claudinho Reis.
Pesquisa: Andréia Peres e Giovanni Francischelli.
Curta MIS
Museu da Imagem e do Som.
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo. Telefone: (11) 5511-2117.
Quinta-feira, 6 de outubro, 20 horas.
Entrada franca.
Campinas terá webdoc não linear sobre feira hippie
Desde 27 de agosto, o produtor multimídia Giovanni Francischelli realiza em Campinas (SP) uma oficina de webdocumentário baseada no software Korsakow. A oficina aborda diversos conceitos teóricos do webdocumentário e das narrativas interativas na web. E terá como resultado prático a produção do site O Artista e a Praça, sobre a Feira de Artesanatos de Campinas.
O trabalho tem previsão de estreia para 10 de outubro, mas um trailer já pode ser visto em www.oartistaeapraca.com.br.
Criado em 2000, o Korsakow é um software aberto para criação de filmes não lineares. Sua estrutura é baseada na construção de bancos de dados de pequenos trechos de vídeos, indexados por palavras-chave, permitindo a navegação cruzada. Os projetos desenvolvidos na plataforma são normalmente chamados de k-filmes – mas, em boa parte, contam com ingredientes semelhantes aos do que se convencionou chamar de webdocumentário.
A Feira de Artesanatos de Campinas é realizada todos os sábados há quase 40 anos. O filme abordará a mudança de perfil do encontro – antes uma tradicional “feira hippie” e hoje bastante tomada por produtos importados típicos do comércio popular.
A Oficina de Webdocumentário em Korsakow é realizada na Oficina Cultural Hilda Hilst em Campinas, parte do projeto de oficinas culturais do Estado de São Paulo. Giovanni Francischelli, formado pela Universidade Estadual de Campinas, estagiou na Cross Content e participou do projeto do site Webdocumentário.com.br e do webdocumentário Rio de Janeiro – Autorretrato.
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Bibliografia auxilia interessados em produzir documentários digitais
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Anúncios em vídeos com mais de 20 minutos são finalizados 91% das vezes
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Filme será exibido a partir de outubro na programação da TV Câmara
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Evento acontece em Paris e discute projetos transmídia e interatividade
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Evento acontece na Cinemateca Brasileira com entrada franca
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Produtora apresenta projeto multiplataforma na programação Lab Transmídia do evento
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Entrega dos troféus acontece no dia 24 no Tuca, em São Paulo
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Filme faz parte de projeto multimídia que inclui também um webdocumentário, lançado em agosto
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Site tem previsão de lançamento em outubro e faz parte de uma oficina realizada na cidade
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